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Hoje falaremos sobre o terceiro pilar do mindfulness, a atitude. A qualidade da sua atenção determina em boa parte o modo como você interage com o mundo a sua volta. O que isso quer dizer? Mais que prestar atenção e estar conectado às suas ações, é extremamente relevante a forma como você está fazendo isso, a sua atitude.

Como você está se relacionando com os fenômenos que surgem em suas sessões de meditação e em sua vida? Você está reagindo a eles com seus padrões habituais de apego e rejeição (gosto ou não gosto, quero ou não quero), ou você está cultivando uma atitude de acolher com curiosidade e interesse o que quer que esteja acontecendo no momento presente? Na prática de mindfulness, busca-se desenvolver uma postura compassiva, sendo gentil consigo mesmo e com os outros, tendo em mente que estamos todos inter-realcionados.

É muito recorrente, quando praticamos algum tipo de meditação, colocarmos muita pressão sobre nós mesmos, fazendo a prática de uma forma contraída, tentando “esvaziar a mente” dos pensamentos aleatórios e divagações, esforçando-se para manter a concentração na respiração ou qualquer outro suporte e se criticando internamente quando houver distração, como se isso fosse um fracasso.

Se você colocar pressão, crítica e julgamento em sua prática, essas serão as qualidades que você estará reforçando em sua mente-corpo. O resultado será mais ansiedade, frustração, impaciência e irritação. Na prática de mindfulness, queremos fazer escolhas melhores que essas, cultivando uma atitude gentil frente a todas as nossas experiências como seres humanos: todos os pensamentos, emoções e ações fazem parte do que somos e são aceitos com atenção e interesse.

Praticando aceitação

Com a prática. podemos aprender a estar cientes de nossas próprias experiências internas e externas, praticando aceitação, gentileza e abertura, mesmo quando o que está ocorrendo no campo de experiência contraria nossos desejos ou expectativas. Ao praticar constantemente a paciência e a compaixão, conseguimos desenvolver a capacidade de abrir-nos para a realidade de que nós não controlamos a vida, não temos o poder para evitar que experiências desagradáveis ocorram e garantir que tudo seja um “sucesso” sem fim. Passamos a aceitar as situações como elas são, aplicando o máximo de curiosidade para aprender com cada experiência, vivenciando nossa vida por inteiro, de maneira plena, e criando uma base de compreensão para tomarmos melhores decisões.