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Você já percebeu como a nossa mente costuma divagar? Estamos realizando uma tarefa qualquer, e nossa mente está longe, pensando em outra coisa, sem realmente prestar atenção àquilo que estamos fazendo.

Um exemplo típico: assim que acordamos, pensamos na lista de tarefas a fazer no dia – e, provavelmente, na hora de dormir ficamos nos chateando pelas tarefas da lista do dia que não conseguimos cumprir…

Ou quando estamos lendo um livro e, ao final de uma página qualquer, percebemos que não nos lembramos do conteúdo das últimas três ou quatro páginas. Ou quando estamos conversando com alguém e mexendo no celular ou no computador ao mesmo tempo, e percebemos que não escutamos direito o que a pessoa disse, mas, ainda assim, assentimos com a cabeça.

Fazemos isso constantemente, em diversas situações cotidianas. Distraídos, sem foco ou tentando realizar múltiplas funções ao mesmo tempo, alimentamos o estresse.

Atenção: um pilar da prática

Um dos pilares fundamentais da prática de mindfullnes é a atenção. Treinamos sustentar a consciência, continuamente, momento a momento, no que estiver acontecendo no momento presente. Fazemos isso utilizando técnicas de meditação e diversas técnicas que podem ser realizadas no dia a dia, em qualquer momento e lugar.

Ao manter a atenção no momento presente, temos mais clareza sobre o que está acontecendo em nosso corpo, em nossas emoções e em nossa mente, em contato com o ambiente externo, as pessoas e situações em que nos encontramos. Isso nos possibilita atuar no mundo de forma mais assertiva, tomando melhores decisões, que tragam benefícios para nós mesmos e para as pessoas com quem nos relacionamos. E encontrar mais tranquilidade para navegar nas diferentes circunstâncias que encontramos em nossa vida.

Por outro lado, o comportamento constantemente distraído, projetando mentalmente o que poderá dar errado no futuro ou o que deveríamos ter feito diferente no passado, ou simplesmente pensando em outras coisas que não o momento presente, é o palco para reagirmos às situações de maneira impulsiva, repetindo nossos padrões condicionados de comportamento. Ou seja, nos mantendo no “piloto automático”.

No treinamento de mindfulness, quando estamos andando, estamos conscientes de que estamos andando; quando estamos sentados, estamos conscientes de que estamos sentados; quando estamos fazendo exercícios, estamos conscientes de que estamos fazendo exercícios; quando estamos nos alimentando, estamos conscientes de que estamos nos alimentando; e quando estamos realizando outras tarefas, estamos conscientes de que estamos realizando essas tarefas. E isso faz toda a diferença na qualidade de vida e no bem-estar.