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IMPERMANÊNCIA – A morte pode ser lidada melhor com o mindfulness? Tanto a nossa morte, quanto a de nossos amados?

“Sim”. Porém, se você está no começo do treino de mindfulness, é melhor você primeiro encontrar um espaço de tranquilidade e clareza dentro de si para poder lidar com essas questões. Os benefícios iniciais são redução do estresse, aumento da concentração e melhora nas relações.

Claro que isso, por si só, já tem um impacto positivo e ajuda você a lidar melhor com a morte e a impermanência. Você está mais em uma postura de centramento e clareza do que em uma postura reativa.

Mas isso é só o começo. Com o tempo, a partir dessa base de tranquilidade, você passa a desenvolver mais capacidade de insight, de compreensão sobre as situações.

Observando a Impermanência

Imagine uma lagoa, e no local está acontecendo um terremoto. A lagoa está agitada, e você pode jogar uma rocha de qualquer tamanho dentro da lagoa que você não conseguirá ver o efeito que essa rocha faz, pois o terremoto já está bagunçando tudo. Então, a primeira coisa é acalmar o corpo. Desenvolver tranquilidade e capacidade de perceber todos os fenômenos acontecendo. Experienciar todos os fenômenos, seja o blá blá blá mental, uma emoção, um barulho lá fora… Você desenvolve a capacidade de responder a todos os fenômenos com tranquilidade no corpo. E permanecer simplesmente na prática. Essa é uma habilidade que você vai desenvolver para a vida.

A partir do desenvolvimento da tranquilidade do corpo, vai acontecendo também uma tranquilidade mental, aos poucos, naturalmente. Imagine então que, sem o terremoto (seu corpo agitado) e sem agitação mental, quando a lagoa estiver calma, totalmente parada, você joga um grão de feijão e é capaz de ver todas as ondas concêntricas que aquilo provoca na água, em sua mente.

Esse desenvolvimento de tranquilidade no corpo e na mente permite a investigação, o insight. Permite a você experienciar fenômenos e perceber os impactos que eles causam em você e que eles causam nos outros, não só na prática, mas na vida. Porque você está cada vez mais experienciando as coisas a partir desse estado de ser tranquilo, centrado.

E, conforme sua investigação vai se aprofundando, ao longo da vida inteira, você começa a entender um pouco melhor as leis universais e, assim, se aproximar e se familiarizar com elas, e perder o medo. Você entende que este corpo vai se desintegrar. É o destino dele. Você não está mais evitando isso, mas está se familiarizando com isso e compreendendo que isso é inevitável, pois esse é o único caminho.

Se você evita isso a vida inteira, como nessas histórias que todos já ouvimos, do velhinho que tem 90 anos e começa a falar em morte, e o familiar fala “pai, para de falar disso, que coisa!”… A morte é algo muito real para uma pessoa de 90 anos! Como não falar disso? E é da mesma forma para todos nós, pois não sabemos se estaremos aqui amanhã. Essa é a realidade da existência.

Nada se cristaliza neste universo de impermanência constante

Nada é possível se cristalizar e parar só porque “eu quero que seja assim, eu gosto que seja assim, não quero que seja de outro jeito”. Agindo assim, estou gerando meu próprio sofrimento. Se eu reconheço que todos os fenômenos, tudo, absolutamente tudo é livre em sua própria base, ou seja, está constantemente mudando, mesmo para o que eu penso que é sólido já existe uma certeza de que aquilo um dia não vai mais existir.

Toda a manifestação da diversidade no mundo, das diferenças no mundo, da evolução criativa do universo e das espécies só é possível porque todos os fenômenos são livres em sua própria base. Eles jamais cristalizam, pois o universo é mudança. E é uma coisa boa, se temos essa compreensão. É possível chegar até essa compreensão através do mindfulness.

Sim, é triste perder alguém querido. Mas, com o mindfulness, podemos compreender a perda mais profundamente. E a compreensão é o que tira o medo, os preconceitos, é o que nos dá realmente liberdade.

ASSISTA O VÍDEO: Impermanência: Mindfulness e a Morte

Pergunta feita por uma participante de nossas lives no Facebook sobre a diferença entre mindfulness e meditação.

Chegou uma pergunta da Priscila: O que difere a prática do mindfulness e a meditação? Priscila, eu não sei se você já está familiarizada com alguma prática de mindfulness, mas assim: mindfulness é algo que todos nós temos. Certo?

Mindfulness é uma habilidade humana

Mesmo se você não praticar meditação, o tipo específico de meditação da atenção plena, você possui mindfulness, mindfulness é uma habilidade humana. É a consciência, a capacidade de perceber as coisas enquanto elas estão acontecendo, tanto interiormente, na sua experiência interna, quanto exteriormente, na sua ação no mundo. Então a gente já tem mindfulness.

O que acontece é que existem formas de você desenvolver ainda mais, de você expandir essa sua habilidade natural, que é o que a gente tenta propor nos cursos. Então, digamos assim, a meditação é uma das formas pelas quais a gente pode desenvolver ainda mais nosso mindfulness, nosso nível de consciência, nosso nível de atenção, nosso nível de percepção, entre outras habilidades. Como eu falei, é um caminho, e de repente você se descobre mais empático e mais compassivo. É um caminho que vai se desdobrando ao longo do tempo. Então é isso, Priscila, existem técnicas, se você quiser usar essa palavra mais fria, mas existem práticas meditativas que nos ajudam a expandir a nossa capacidade de atenção, de concentração e de presença. Essas meditações são usadas nos cursos, nos programas de mindfulness, mas não só elas… Existe um rol de atitudes e de habilidades, de ferramentas que a gente pode usar para estar cada vez mais presente, atento, engajado; cada vez mais mindful. Falando em prática de meditação, a principal que a gente usa para desenvolver mindfulness é atenção à respiração.

O movimento da respiração

Então você, geralmente sentada, trazer a sua atenção para o movimento da respiração acontecendo no seu corpo, momento a momento. Essa é uma ferramenta poderosa de estabilizar a atenção no corpo, no processo que está acontecendo no corpo vivo, e a partir daí você começa a ganhar várias e várias habilidades e aumentar seu conforto no seu próprio corpo. Então você se familiariza com a sua respiração, você percebe que ela está sempre mudando e daí você percebe que a respiração está acontecendo no corpo, que é o seu corpo vivo. E aí você está na cada vez mais confortável e tranquila dentro do seu próprio corpo. E essa pode ser uma experiência super, super importante na nossa vida. A gente estar tranquilo, atento, confortável e confiando no próprio corpo que a gente tem. Por incrível que pareça, essa é uma prática muito poderosa apesar de ser tão simples. Então eu espero ter te ajudado, Priscila.

Pergunta feita por uma participante de nossas lives no Facebook sobre o mito do mártir e o sofrimento.

A Grazi fez um comentário: ela observa no dia a dia um tal do mito do mártir: as pessoas não se permitem se livrar do sofrimento, às vezes nem sabem que isso é permitido. Você também tem essa percepção?

Olha, Grazi, tenho. Inclusive comigo. Não são poucos os momentos em que eu me percebo sofrendo e percebo que eu estou um tanto enovelada nesse sofrimento. E que eu acabo construindo um tanto da minha vida em cima dessa situação.

Na verdade o sofrimento… uma outra forma de falar do sofrimento (mito do mártir), que eu acho que faz bastante sentido também, é insatisfação. A palavra dukkha, que na tradição se refere a esse sofrimento, uma das traduções dela é insatisfação.

Insatisfação gerando o Mito do Mártir

E aí eu acho que começa a fazer mais sentido ainda. Então, por exemplo, eu tenho algo que não me traz uma satisfação completa, e aí eu sofro. Ou então eu não tenho algo que eu acredito que possa fazer minha vida ficar maravilhosa, e aí eu sofro. E aí a gente se vê no dia a dia o tempo todo lidando com esse “Ai, como eu queria uma coisa diferente”, “Ai, como eu não quero o que está acontecendo agora”. Esse já é um tipo de sofrimento, e a gente lida o tempo todo com ele.

“Puxa, eu queria trabalhar menos, mas ao mesmo tempo é pelo meu trabalho que eu me realizo, ou que eu tenho dinheiro para fazer algumas coisas que eu quero”, e daí eu fico nessa crise, de “tenho o que eu não quero / não tenho o que eu quero”. Eu acho que esse é um sentimento que todo mundo aqui já deve ter experienciado e que gera a sensação de mito do mártir. Então eu vejo que esse mito do mártir pode acontecer em momentos bem corriqueiros, em coisas bem pequenas, em estruturas bem “micro” da nossa vida, da nossa existência… que é quando a gente sofre simplesmente pelas coisas que estão ali dadas; a gente escolhe olhar para a metade do copo que está vazia.

Olhar para a metade do copo vazia

Este é um exercício bacana que dá para fazer, às vezes a gente propõe nos grupos de 8 semanas: Você faz uma lista de coisas boas, ruins e neutras que você tem na sua vida, ou num dia. Você tira um dia da sua vida e no final desse dia lista o que foi bom, o que foi ruim e o que foi neutro. E aí você presta atenção nos itens que estão ali e na dificuldade que você teve: “Ah, eu só enxerguei coisa boa, mas não enxerguei nada ruim” ou então “Nossa, só apareceu coisa ruim, mas nada bom” ou então “Teve muito bom e muito ruim, mas nada neutro”. E aí a gente pode começar a brincar um pouco com essas categorias do que é bom, do que é ruim e do que é neutro, e perceber que elas não são tão fixas assim.

Brincar com as categorias de bom, ruim e neutro

Por exemplo: “Eu acordei, escovei os dentes, coloquei minha roupa e fui trabalhar, e tudo isso eu coloquei como neutro, porque não é bom nem ruim acordar, escovar os dentes, pôr a roupa e ir trabalhar”… Até passa despercebido; é como se eu nem vivesse aqueles momentos, porque é algo que está tão no piloto automático, né? Eu já assumo aquilo como algo tão… banal. E aí você pode fazer o exercício de brincar um pouco com isso. Então: “Puxa, o fato de eu acordar na minha casa, escovar os meus dentes no banheiro, abrir um guarda-roupa que tem várias roupas, escolher uma e vestir, e depois ainda tomar um café da manhã com suco verde, sem glúten, e depois sair para o meu trabalho”… Esse neutro esconde tanta coisa boa que eu tenho: eu sou saudável, eu consigo me locomover sozinha, eu tenho uma casa, eu tenho roupa para vestir, eu tenho um trabalho e tenho ainda a sorte de estar inscrita no curso de mindfulness, em que uma instrutora me pede para fazer uma lista do que é bom, ruim e neutro na minha vida, e ainda fazer uma reflexão sobre isso. A gente é muito privilegiado, né? Então aí você começa a brincar um pouco com as categorias de bom, ruim e neutro. E talvez, quem sabe, brincar um pouco com esse mito do mártir. Com esse estado mental em que parece que a gente está sempre fazendo mais do que pode ou do que aguenta. Brincar um pouco com isso e perceber que tem uma escolha.

Escolhas

Se você resolveu ajudar alguém ou fazer algum tipo de atividade pensando no bem do outro, e isso está pesando para você, o primeiro passo de autopercepção é reconhecer que existe uma escolha aí. Você é livre para fazer escolhas e você escolheu realizar isso. Se chega um ponto em que essa escolha se torna um peso e começa a ficar pesaroso para você, qual seria então a atitude de compaixão nesse momento? Compaixão que abrange a autocompaixão, né? Qual seria? Qual seria a atitude mais egoica ou egoísta, ou egocentrada? Existe uma resposta pronta? Não, acho que aí cada um tem que ter a honestidade e a coragem também de parar e olhar para sua escolha ou para esse rol de escolhas que a gente faz e que se chama “minha vida”, “meus compromissos”, “minha carreira”, “minha profissão”, seja lá o que for, “minha prática de meditação”, “minha prática de mindfulness”… Ter a coragem de olhar para isso, com honestidade, decidir se quer continuar mantendo as mesmas escolhas ou não. Aí você aumenta ainda o seu rol de escolhas.

O que você acha, Grazi, do que eu falei? Não sei se fez sentido, se eu fui clara… Tem uma uma frase: “A dor não é opcional, mas o sofrimento pode ser”. Então, mesmo diante de situações de sofrimento e perda, o nível de sofrimento, a minha resposta em relação a isso, está atrelada a uma escolha minha. Como eu vou experienciar isso? Como eu vou experimentar? Aonde eu vou dar mais atenção? Vai ser na perda? Nesse sentimento de “Ah, como eu sou um miserável”, ou eu vou dar mais atenção para o fato de que existe um contexto enorme que está acompanhando aquele momento de perda? Esse momento de perda aconteceu num contexto muito amplo e complexo, e tem vários lados, e todos os lados se comunicam… (A Vandreza entrou e daí eu lembrei da complexidade.)

Complexidade

Então todos os lados se comunicam, existem muitas partes… Partes que eu vejo; partes que eu não vejo… Partes que eu consigo reconhecer, outras eu ainda não consegui reconhecer.

Então, dentro desse todo complexo, sim existe uma perda, existe uma morte, existe um sofrimento, mas se nesse momento eu consigo ampliar minha percepção… lembrando que somos milhões, somos bilhões, somos muitos, e que a vida está acontecendo o tempo todo, mesmo quando há mortes, mesmo quando há baixas, a vida continua a acontecer. Um corpo se decompõe e pode alimentar terra – e esse pode ser um ponto de vista que eu olho para a morte. A vida continua a acontecer; ela não para.

A vida continua a acontecer

Os microorganismos que estão na terra não param a sua atividade porque eles ficam muito deprimidos, porque alguém morreu… Eles simplesmente continuam, a vida simplesmente continua a fluir. Mesmo num corpo doente – isso Jon Kabat-Zinn, que é o precursor do mindfulness (algumas pessoas se referem a ele assim), foi ele que sistematizou esse mindfulness secular. O Jon Kabat-Zinn atendia no começo pessoas que tinham graves problemas de saúde, que tinham graves comprometimentos, às vezes pacientes terminais, e ele tinha a compaixão e a clareza de mostrar para essas pessoas que “se você está aqui, vivo, respirando, e ainda pode prestar atenção na sua respiração, existem mais coisas certas do que erradas em você”.

Existem mais coisas certas do que erradas em você

Então mesmo num todo em que existe uma parte que sofre, ou que está doente, há mais coisas certas do que erradas. A vida ainda está acontecendo, está lutando para continuar a acontecer da forma que ela consegue. Então, olha que interessante: de acordo com isso, mesmo algo que é muito ruim, como uma doença, e estaria na lista do “ruim”, de repente pode se transformar. A nossa percepção disso pode se transformar. E mesmo assim, apesar da doença, a gente encontrar motivos para contentamento. Contentamento de estar vivo e estar inserido num contexto que é saudável.

Pergunta feita por um participante de nossas lives no Facebook sobre atenção focada e aberta, obsessão na prática e a importância de praticar com orientação de alguém mais experiente.

O Fernando está fazendo uma pergunta. Deixa eu ver aqui. Ele falou: Quando comecei a praticar senti uma certa obsessão quanto a ficar monitorando meu estado pensante e a minha consciência. E eu não me sentia eu mesmo, foi uma sensação estranha. Poderia falar sobre?

Fernando, eu já me senti estranha várias vezes também. E às vezes acontece… a gente tem percepções que a gente acha muito estranhas, durante uma sessão de meditação ou uma prática formal de Mindfulness. E às vezes até no dia a dia, depois que a gente ganha uma familiaridade. Então… essa estranheza às vezes eu entendo como um refinamento da atenção focada ou aberta.

Refinamento da atenção

Quando a gente começa a praticar, a gente vai se tornando mais e mais consciente e ciente dos fenômenos internos e dos fenômenos externos, e a nossa atenção vai ficando mais refinada. De repente você se pega ouvindo o batimento do coração, sentindo o pulsar do seu corpo, o pulsar do sangue, etc., ouvindo sons que antes você não ouvia. A capacidade de atenção vai ficando mais e mais sutil.

E aí eu acho bem razoável que a gente tenha estranhamentos, porque até então a gente não estava acostumada com esse nível de atenção. Isso pode trazer estranhamento. Está tudo certo, se você está praticando com orientação de alguém mais experiente, se você está praticando dentro de orientações claras, se você está bem orientado, manda ver. Continua, porque isso faz parte da experiência. É a gente se surpreendendo com a nossa própria capacidade de atenção focada ou aberta.

Surpreender-se consigo mesmo

Agora se entrou uma obsessão, como você falou; uma obsessão de ficar monitorando, eu lembraria a você que a prática, ela é para acontecer sem esforço. Não é uma prática de “deixa eu me esforçar aqui para ficar 100% concentrada”. Não, aí talvez você esteja exigindo um pouco mais, um pouco além. Pode ser ainda mais natural, pode ser ainda mais espontânea. Eu só ficaria bem atenta com essa parte da obsessão que você relatou. Não é pra gente ficar obsessivo; é pra gente ficar mais livre, mais confortável e mais espontâneo. Quanto mais espontaneidade vier, pelo menos na minha experiência, melhor.

Experiência multidimensional

É menos mental, racional, analítico, e mais percebendo uma experiência que é muito complexa, multidimensional e dinâmica.

Que é experiência do seu corpo vivo aqui, agora.

Você comprou um livro, mas não conseguiu terminar… Fernando, eu queria saber se, além do livro, você tem uma pessoa te orientando. Se você já praticou dentro do contexto de um programa de 8 semanas, de um curso de mindfulness, porque aí você vai ter um contato bem próximo com um instrutor, que é uma pessoa que tem experiência não só de prática pessoal, mas experiência de conduzir grupos, de conduzir outras pessoas.

Eu acho que isso pode ser bem importante. A gente na Assertiva nunca encoraja as pessoas a praticarem só a partir da leitura do livro. O livro pode ser um bom apoio, ele pode trazer uma série de informações úteis, mas – principalmente se você está começando a prática do mindfulness, da meditação –, faz toda diferença ter alguém em quem você confia e que pode ir te orientando nesse começo…. Uma conversa mesmo, um acompanhamento, tá?

Daí você fala: “Se eu assistir a uma aula prestando atenção na minha respiração, será que não perderia atenção no conteúdo? ”. Então, esse ponto é interessante. Eu costumo fazer uma metáfora de que a nossa atenção focada ou aberta pode ser modulada.

A atenção pode ser modulada (atenção focada e aberta)

Existem várias frequências de atenção: ela pode ficar uma atenção bem fechada, bem concentrada, e ela pode se expandir, expandir… de repente ela pode se transformar numa atenção super aberta e relaxada. E aí com o mindfulness a gente começa a ganhar essa habilidade de modular a atenção. Então, por exemplo, se eu vou mexer com uma faca para cortar um legume, é bem inteligente que eu modele a minha a minha atenção para estar focada na faca e no meu dedo, para eu não me cortar. Atenção focada. Se eu vou andar numa rua movimentada, é muito bom que eu consiga expandir a minha atenção para estar percebendo os carros, as outras pessoas, e o caos do trânsito. Ok?

Então, se você está assistindo a uma aula você pode, sim, desenvolver mindfulness enquanto está assistindo à aula, mas aí seria uma atenção mais aberta e direcionada para aquilo que você quer. Se você quer prestar atenção no professor e absorver aqueles conhecimentos, fixar aquele conteúdo, então a sua atenção vai estar aberta e direcionada no outro. E quando a gente vai trabalhando a atenção dessa forma, de repente a gente consegue manter uma atenção básica em si, um mindfulness básico de si, e ao mesmo tempo estar atento no outro.

Mindfulness de si e do outro

É o treino que vai trazendo isso. Quem tem filho pequeno é um ótimo exemplo: você tem que estar prestando atenção na criança que está ali, mas também deve estar antenado no panorama geral da praça onde você está, ou praia. Certo?

A nossa mente é incrível, maravilhosa; a gente tem infinitas possibilidades. Mas aí, se você está começando o treino de mindfulness, você vai começar com atenção focada na respiração. Esse é o primeiro passo, é assim que a gente começa. Uma prática mais formal em que você vai tirar alguns minutos por dia para fazer esse treino, e ele naturalmente vai se desdobrando para todos esses exemplos que eu dei.

Deu para te ajudar? Fernando, eu queria realmente saber se você está praticando e se você teve ou tem orientação de alguém. Porque olha como é legal a gente colocar para fora essas dúvidas e inquietações, e nunca desistir diante dessas dúvidas e inquietações, mas de repente fazer pequenos ajustes na nossa prática, para continuar, para ir além. Beleza?

Sabedoria e compaixão

Mais alguém tem uma dúvida, uma contribuição? A Vandreza está falando que as mulheres têm essa habilidade mais desenvolvida. Olha, Vandreza, é, talvez… talvez sim, seja uma questão atrelada ao gênero, à genética, à cultura, à educação…, mas é interessante observar que as mulheres, geralmente, fazem mais coisas ao mesmo tempo. Eu tenho observado isso. E eu também já observei que as mulheres se doam de uma forma que eu não vejo tanto nos homens… Sabe, de pegar umas tarefas meio impossíveis e falar “vou fazer! ”, né? A gente tem essa coisa de se lançar e se doar, e eu acho que isso é bem bacana, mas sabe o que eu tenho percebido? Que às vezes a gente tem que desenvolver o outro lado. É bem como sabedoria e compaixão. Dentro da tradição tem uma imagem de que a sabedoria e a compaixão são as duas pernas.

Sabedoria e compaixão são as duas pernas

Com uma só não dá para andar. Então eu vejo assim: é muito bacana a gente ter esse impulso compassivo de ver uma coisa errada, ou ver alguém precisando de ajuda e querer se lançar para ajudar; esse impulso compassivo. Mas, nesse exemplo, o que seria essa outra perna? É você parar um minuto para olhar para a situação, reconhecer a situação como ela é, perceber… perceber toda a complexidade da situação e de repente até vislumbrar uma ajuda melhor que você poderia dar. Uma ajuda mais eficaz, que talvez gaste menos energia, que seja mais produtiva, talvez envolvendo mais pessoas. Porque se não a gente pode cair naquela síndrome do mártir, que alguém comentou no começo deste bate-papo: a gente quer resolver tudo sozinha, e agora. E aí a gente acaba dando mais do que tem.

Desculpa, eu estou falando muito da minha experiência, né? Lógico, eu só posso falar da minha experiência… Pode ser que a sua seja totalmente diferente. Mas, tirando a questão do gênero de cena essa metáfora da sabedoria e da compaixão é bem poderosa. Então ter esse impulso compassivo de ajudar a eliminar o sofrimento, de resolver as coisas, mas ter o pé no chão, de olhar a situação para ter clareza de qual é a melhor contribuição que a gente pode dar. Bacana, a gente conseguir juntar essas duas habilidades e trazer isso na nossa vida.

Olá, pessoal, tudo bem? Meu nome é Caroline, eu sou instrutora da Assertiva Mindfulness e hoje eu estou aqui para falar um pouco sobre a prática de comer consciente, ou mindful eating em inglês.

Antes de falar sobre mindful eating, eu vou falar um pouco sobre mindfulness, rapidamente. Pra quem não sabe o que é mindfulness, é o simples exercício de escolher prestar atenção ao momento presente como ele é. E, ao comer consciente, a gente escolhe prestar atenção à nossa alimentação e a todo o processo que isso inclui, como ele é. Essa prática tem sido amplamente divulgada, e existem muitos professores, por exemplo a Jan Chozen Bays, que escreveu Como domar um elefante53 maneiras de acalmar a mente. Ela tem um curso sobre alimentação consciente muito interessante. Se você quiser, depois você pode olhar os links aqui embaixo na descrição do vídeo. E nós também temos alguns workshops sobre o tema.

Mindful eating, ou comer consciente, é uma prática muito mais ampla do que apenas uma dieta ou uma forma de emagrecer. É uma forma de você trazer a atenção para algo supercorriqueiro e rotineiro, que é a alimentação. Hoje em dia, com o uso dos smartphones e com o nosso dia a dia corrido e atribulado, normalmente a alimentação é feita no piloto automático, ou ela não é colocada como prioridade. Então essa prática serve para trazer consciência para algo supersimples, que é a alimentação. Isso pode ser feito de várias formas, e não necessariamente você precisaria mudar a sua alimentação para praticar. Você pode praticar com qualquer coisa que você estiver comendo, mas ela vai trazer mais consciência para como e o que você está comendo.

Então, para praticar, nós sugerimos duas práticas muito legais que podem ajudar você a começar a praticar mindfulness e trazer mais atenção a sua alimentação. A primeira delas se chama “repousar os talheres”, que é supersimples, superfácil. Você pode escolher uma refeição, talvez aquela que você faça com um pouquinho mais de calma, e, quando você for fazer o seu prato, escolhendo com atenção todos os itens que vão compor ele, você traz a sua atenção para a alimentação da seguinte forma: você repousa o seu prato na mesa, corta o que tiver que ser cortado, repousa os talheres e pega uma garfada ou uma colherada, coloca na boca, repousa o talher e coloca as mãos no colo. E mastiga com muita consciência, prestando atenção em todas as mudanças que surgem de textura, sabor, aos impulsos que acontecem, talvez alguns fenômenos corporais que surgem na mastigação, e, quando não houver mais nada na boca para ser mastigado, você engole, prestando atenção em como você sente o seu corpo ao engolir. Você repete essas etapas até não ter mais nada no seu prato e, depois que você terminar, pode trazer a atenção para o seu corpo e ver como você se sente, o que descobriu comendo desse jeito. Algumas pessoas, em cursos, descobrem que elas conseguem se satisfazer com muito menos, e outras, que não gostam de comer, descobrem o prazer que é se alimentar com consciência. Então fica o convite para você experimentar na sua vida e trazer alguns feedbacks aqui pra gente.

A segunda prática pode ser feita de um jeito mais formal. Você pode escolher um momento em que você está sozinho e com o alimento de sua preferência. Pode ser feito com frutas secas. Nos cursos, normalmente nós usamos frutas secas nessa prática, ou chocolate, uma fruta, o que você quiser. Quando você estiver com esse alimento na mão, você explora os seus sentidos antes de trazer ele para a boca. Então você observa esse alimento, prestando atenção em toda a forma, cor ou sombra, talvez trazer perto do nariz, prestando atenção em toda a gama de cheiros e aromas que esse alimento tem. Trazer ele para o ouvido, para ver se faz algum barulhinho quando pressionado. E, depois de explorar e se familiarizar bem com esse alimento, você traz ele para a boca e repousa ele na sua língua por mais ou menos meio minuto, e vê o que surge, o que acontece quando o alimento está repousando na boca sem o impulso de mastigar. Depois disso, de mais ou menos meio minuto, você mastiga lentamente, totalmente ciente de tudo o que surge: impulsos, emoções, pensamentos, sensações, com calma e tranquilidade explorando essa nova forma de se alimentar. E, quando não houver mais nada para mastigar, então você engole e traz a sua atenção para o estômago e percebe como você se sente depois de uma prática como essa.

Se você quiser, depois conta aqui para a gente como foi praticar comer consciente. Essa prática é uma forma muito simples de trazer mindfulness para o nosso dia a dia, e comer é algo que a gente faz todo dia. Mesmo quem normalmente não tem muito para comer está sempre beliscando alguma coisa.

O interessante também de se praticar comer consciente é que a alimentação ganha um novo olhar. A gente percebe que o alimento que a gente está comendo não é somente aquele alimento, ele é uma gama gigante de seres, humanos ou não, que participaram daquele processo, para aquele simples alimento estar no nosso prato. Então, por exemplo, uma alface, ela não é simplesmente uma alface, ela é todo o pessoal do supermercado que se mobilizou para aquela alface estar na prateleira. Ela é o sol, a chuva e todos os seres do solo que deram apoio, suporte para que aquela alface florescesse. Ela é o agricultor e todos os familiares do agricultor para possibilitaram que ele estivesse ali cultivando aquela alface. Então, quando a gente traz a nossa atenção, traz esse olhar de mindfulness, por que a gente não sabe… a gente não tem noção da rede que é criada para um simples macarrão, alface, hambúrguer estar em nosso prato. São incontáveis seres necessários nesse processo.

Então, que tal explorar comer de uma forma completamente nova? Esperamos vocês, contando o que vocês descobriram nessa nova prática que a gente está aqui compartilhando com vocês para que vocês possam começar a praticar ou aprofundar mindfulness no dia a dia.

Então é isso pessoal, muito obrigada e até mais.

 

Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Caroline, eu sou instrutora da Assertiva Mindfulness e hoje eu estou aqui para falar um pouco sobre os benefícios da meditação que nós colhemos na prática. Quem já pratica já sabe um pouco do que eu vou falar, e pra quem nunca praticou eu desejo que esse vídeo motive a criar uma rotina de prática, talvez ler um pouco sobre mindfulness e meditação e, quem sabe?, participar de algum dos nossos cursos.

Os benefícios que a gente colhe da prática são enormes. Espero que, neste vídeo, eu possa pincelar um pouco do que a gente colhe mais no começo, pelo menos olhando para um curso de 8 semanas ou no semi-intensivo. Pensando no curso de 8 semanas ou no semi-intensivo, o primeiro benefício que a gente colhe é a autopercepção, a própria atenção plena. Quando a gente começa a praticar meditação e cria uma rotina, um ritmo de prática, a nossa autopercepção começa a ficar bem afinada, fica sensível. A gente vai expandindo a atenção para todos os campos da nossa vida, então a gente percebe quando está distraído, a gente percebe quando está presente, e as coisas ganham mais cor, mais vida. A gente começa a perceber hábitos saudáveis e não saudáveis. Começa a perceber algumas coisas no outro para as quais a gente não olhava antes.

Reconhecendo os benefícios da meditação

Então a nossa autopercepção vai expandindo à medida que a gente vai praticando. Esse é o primeiro benefício que a gente colhe quando começa uma rotina de meditação.

O segundo benefício é que nós tomamos as rédeas da nossa vida. A gente começa a fazer escolhas conscientes porque tem a base da percepção, tem a base de mindfulness. A gente está expandindo a atenção. Então, com essa base, a gente começa a fazer escolhas conscientes, escolher e saber o que está escolhendo. Começa a criar hábitos melhores, sair do piloto automático. Escolher e seguir com a escolha, fazer o que precisa ser feito, e nisso a gente ganha mais poder. A gente se sente mais poderoso, no sentido de que leva o barco da nossa vida do jeito que a gente quer, em vez de ser tomado por emoções, causalidade, eventualidade.

O terceiro benefício criado com a prática é a autocompaixão. Quando a gente percebe que tem um corpo, uma mente funcionando, a nossa atenção vai ficando mais refinada e somos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas emoções, a autocompaixão brota. A gente começa a olhar mais a gente mesmo de um jeito mais carinhoso, não de autoapreciação do tipo “ah, eu tô cansado, vou fazer isso ou aquilo”, mas na verdade a autocompaixão vem de um lugar saudável, a gente começa a cuidar da gente, a gente começa a fazer escolhas que beneficiam a nossa vida, o nosso corpo e a nossa mente.

A conexão dos benefícios da meditação

Percebam que todos os benefícios da meditação estão entrelaçados e um vai puxando o outro. A atenção plena vai puxando a tranquilidade, pra gente fazer escolhas melhores, e disso tudo vem a autocompaixão. A gente percebe os nossos sofrimentos e cria ações para o sofrimento desaparecer ou ser minimizado; ou, se o sofrimento não pode ser minimizado, a gente cria um relacionamento mais saudável e benéfico com ele.

Com isso, a gente vê mais um benefício, que é a conexão. Nós percebemos que nós somos porque todos são. Estamos todos no mesmo barco, moramos todos no mesmo planeta, respiramos todos o mesmo ar. Somos diferentes, porém somos iguais em essência. Então, a gente se sente conectado com tudo e todos, desde a formiga do chão até aquele ser que a gente não tem um bom relacionamento. A partir disso, dessa interdependência que vem com a prática, essa realização, a sabedoria de entender que todas as minhas ações têm um resultado na vida do outro, e o outro também tem ações que resultam na minha vida, a comunicação com os outros seres melhora. Os nossos relacionamentos ficam melhores, porque a gente tem toda essa base de benefícios colhida a partir da rotina de prática, e, com tudo isso, o que puxa é a compaixão. Uma compaixão um pouco mais expandida do que só a autocompaixão.

Eu, lógico, cuido de mim, procuro fazer boas escolhas pra mim, mas também olho para o outro, para os outros, para todos os seres que vivem neste mundo. A gente começa a entender que cada escolha que eu faço tem uma influência muito grande em lugares que eu nunca vou ver. Então a gente começa a escolher beneficiar os outros, fazer ações que podem minimizar o sofrimento do outro ou ajudar o outro a lidar com o próprio sofrimento a partir do momento que a gente sabe que todo mundo quer ser feliz, não é?! Todos estamos buscando a felicidade em tudo que a gente faz, seja tomar limão em jejum ou parar de fumar. Todas as ações de todos os seres são em busca da felicidade. E, quando a gente realiza isso, a gente só pode ter compaixão.

É possível muito mais

Esses são alguns benefícios que surgem como a rotina de prática. Alguns a gente consegue experienciar numa sessão curta de 10 minutos, mas eles realmente ficam, a gente realmente integra esses benefícios na nossa vida a partir do momento em que nós criamos uma prática consistente, todos os dias, pelo menos 5 minutinhos, 10 minutinhos. Quando a gente para e pratica, a gente consegue alcançar todas essas coisas. A gente consegue integrar a partir do momento que a gente tem uma rotina de prática.

Há outros milhares de benefícios que a gente alcança na prática. Alguns deles nós colocamos no nosso Facebook, que são listados pelo Jon Kabat-Zinn: são as 9 atitudes de Mindfulness. Se vocês quiserem saber um pouco mais, deem uma olhada no nosso Facebook. E eu quero saber de vocês, nós queremos saber de vocês: quais os benefícios da meditação que vocês atingiram com a prática? Vocês percebem alguma mudança depois de terem feito um curso, um workshop ou semi-intensivo (conosco ou com outros instrutores)?

E, se você busca esses benefícios, você pode começar a qualquer momento com uma respiração, prestando atenção no ar entrando e saindo momento a momento. Você já pode começar a plantar a sementinha de todos esses benefícios incríveis que vêm com a prática de meditação mindfulness.

Então, espero que esse vídeo, por mais curtinho que seja, possa ter instigado a sua curiosidade em praticar com a gente. Para mais informações, entre no nosso site: www.assertivamindfulness.com.br. Nós estamos com vários cursos abertos. Venham praticar com a gente!

Qualquer dúvida, nos escrevam. Um abraço, e até a próxima.

Trazemos para vocês nossas dicas sobre os 5 melhores livros de mindfulness. Esta lista foi criada com base na experiência dos instrutores da Assertiva Mindfulness, pois encontramos nesses livros uma maneira simples e profunda de estudar mindfulness (atenção plena). Pense neles como queridos companheiros para a sua prática, ajudando você a aprofundar-se ou relembrando você de praticar com toda a consciência.

Se você não sabe o que é mindfulness, clique aqui e saiba mais sobre essa maravilhosa prática.

Acompanhe abaixo os melhores livros de Mindfulness segundo nossos instrutores, com uma breve sinopse e informações sobre o autor!

1. Respirando – o modo natural de meditar – Tarchin Hearn

Este é o primeiro livro de Tarchin Hearn traduzido para o português. Trata-se de um guia/manual de meditação direcionado para praticantes iniciantes ou experientes. Na obra, o leitor pode se aprofundar no ensinamento tradicional do Anapanasati Sutta, o texto fundamental que norteia os cursos e práticas de mindfulness secular, com comentários que facilitam a compreensão.

Sobre o autor: Tarchin Hearn é um dos maiores mestres de mindfulness, ciências naturais e Buddha Dharma da atualidade, com uma base profunda dos ensinamentos Theravada, Vajrayana e Mahamudra. Saiba mais sobre ele no website Green Dharma Treasury!

2. Como domar um elefante – Jan Chozen-Bays

Dizem que uma mente sem treinamento é como um elefante bêbado sem controle. Como lidar com a inquietude da mente humana? A autora nos ajuda com 53 exercícios mindful para os leitores ficarem mais atentos e conscientes ao momento presente. Praticá-los, um por semana, pode ser o primeiro passo para alcançar a atenção plena.

Sobre a autora: Jan Chozen-Bays foi professora de meditação, pediatra e orientadora em mosteiros onde os exercícios de atenção plena do livro acima foram desenvolvidos. Tem experiência de mais de 20 anos na prática do mindfulness.

3. Caminhando em sabedoria – Tarchin Hearn

Como o livro antecipa, o autor ajuda a praticar a meditação caminhando, por meio de exercícios variados. Ele mostra ser possível alcançar o equilíbrio e a plenitude em um mundo frenético e moderno.

Sobre o autor: Tarchin Hearn é um dos maiores mestres de mindfulness, ciências naturais e Buddha Dharma da atualidade, com uma base profunda dos ensinamentos Theravada, Vajrayana e Mahamudra. Saiba mais sobre ele no website Green Dharma Treasury!

4. Viver a catástrofe total – Jon Kabat-Zinn

Esta obra descreve o famoso programa de redução de estresse com base em mindfulness criado pelo próprio autor e que tem ajudado muitas pessoas a combater doenças crônicas originadas do estresse. Indica como usar abordagens mente-corpo testadas pela medicina e oriundas da meditação e do yoga para combater o estresse.

Sobre o autor: Jon Kabat-Zinn, Ph.D., é cientista, escritor e professor de meditação. Doutorou-se em biologia molecular. É Professor Emérito de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, onde fundou o Programa de Redução de Estresse com Base em Mindfulness (MBSR), a Clínica de Redução de Estresse e o Centro de Mindfulness em Medicina, Assistência Médica e Sociedade.

5. Paz a cada passo – Thich Nhat Hanh

Neste livro, Thich Nhat Hanh mostra como a serenidade e a satisfação podem ser desenvolvidas a partir de situações do cotidiano. Ele ensina a prática da mente desperta no momento presente, começando com a conscientização de respirar e de sorrir e levando isso a todos os âmbitos da vida, pessoal e profissional.

Sobre o autor: Thich Nhat Hanh é um monge budista e pacifista desde os 16 anos. Sobreviveu a três guerras e a mais de trinta anos de exílio. Autor de mais de cem livros de poesia, ficção e filosofia. Fundou universidades e organizações de serviço social.

E então, o que achou desta seleção dos 5 melhores livros de mindfulness? Eles podem te guiar para o entendimento dessa prática e torná-la algo possível no seu dia a dia. Você pode achar esses e outros livros no site https://www.assertivamindfulness.com.br/livros

Aproveite a promoção de 20% de desconto em nossa loja virtual até 31/12/2017 e presenteie com livros para a vida toda!

Boa leitura!

A instrutora Caroline, da Assertiva Mindfulness, fala sobre Mindfulness e a Ansiedade.

Anos de pesquisa sobre Mindfulness e a Ansiedade mostram os inúmeros benefícios que uma rotina de prática pode trazer para as pessoas, desde o aumento do foco, redução do estresse até a diminuição da ansiedade.

O que Mindfulness tem a ver com Ansiedade?

Quem pratica sabe que quando escolhemos estar atentos, escolhemos parar para prestar atenção na respiração, o primeiro benefício com relação a ansiedade é a mudança de perspectiva. Nós entramos em contato com a experiência de estar ansioso e isso muda totalmente a nossa experiência da ansiedade.

Quando percebemos que o nosso corpo está ansioso, já podemos nos relacionar com a ansiedade de uma outra forma. Ao invés de dizer “eu sou ansioso”, podemos dizer “eu me sinto ansioso” ou “eu estou ansioso” ou “a ansiedade está operando no meu corpo”. Percebemos que quando ficamos ansiosos a respiração muda, e também as feições do rosto, o ombro pode ficar tenso, o maxilar… e a partir deste descobrimento conseguimos lidar melhor com isso, trazendo um relaxamento para o corpo. Isso é possível através da consciência desenvolvida com a prática de Mindfulness.

Além disso, a partir dessa mudança de perspectiva do estado ansioso, também conseguimos perceber de onde a ansiedade vem e como ela surge, o que causou a ansiedade, e nesse momento conseguimos dar um passo para trás, antes da ansiedade tomar conta do nosso corpo, conseguindo lidar melhor com a situação e escolher outro caminho que não seja o hábito da ansiedade, e assim ela não evolui para uma síndrome do pânico ou outros estados perturbadores. E mesmo se evoluir, quando temos uma prática bem consolidada, nós percebemos que a síndrome do pânico ou estado de ansiedade não tem nada a ver com a gente; ela acontece no nosso corpo a partir de gatilhos e mudanças de químicas corporais e é algo que tem começo, meio e fim, como tudo, seja um pensamento, uma emoção e até mesmo a respiração.

A prática das Três Respirações Conscientes

Uma prática eficiente para lidar com a ansiedade no dia a dia, é a prática das Três Respirações Conscientes, onde você repousa a sua atenção em três respirações conscientes, completas e naturais, que podem ser feitas em qualquer lugar, a qualquer momento, antes de qualquer tarefa que você esteja prestes a realizar.

Venha praticar com a gente, consulte nossa agenda de cursos de Mindfulness.

A instrutora do curso de meditação mindfulness Caroline Lopes explica como funciona os cursos de 8 semanas da Assertiva Mindfulness.

O curso “Sorria, você está sendo” acontece em 8 encontros semanais com duração de 2 horas cada encontro, onde são trabalhadas técnicas formais de atenção focada e também técnicas formais de atenção aberta, para desenvolver mindfulness e outras qualidade inerentes ao ser humano.

Os encontros são sempre realizados em espaços parceiros da Assertiva Mindfulness, com grupos de 15 a 30 pessoas. Na primeira metade do curso (atenção focada) são olhadas algumas competências pessoais, começando pela autopercepção, seguida da autodeterminação e da autocompaixão, que criarão uma base de tranquilidade, clareza, foco e relaxamento para que se lide com a própria experiência e o mundo de forma mais saudável.

Na segunda metade enfatizamos a atenção aberta, quando nos encontramos com o mundo. São trabalhadas competências relacionais, como conexão, compaixão e comunicação, que através da base criada inicialmente podem agora florescer com mais qualidade.

O curso apresenta 7 técnicas formais para cultivar mindfulness, começando pela meditação sentado com foco na respiração, e de 8 a 10 técnicas informais. Assim, o participante é incentivado a praticar as técnicas formais entre os encontros, criando uma prática diária, e também a experimentar as técnicas informais em diversos locais e momentos do dia a dia (como no trabalho e nas relações familiares), a fim de integrar a prática mindfulness momento a momento em sua vida. Nos encontros, após a apresentação de cada técnica e a prática em grupo, existe um momento para compartilhamento das experiências que surgem entre os participantes. O poder do grupo é imenso e facilita que cada participante crie sua prática diária regular e formal, pois sabe-se que os demais também estão passando pelas mesmas descobertas e desafios.

Próximo ao fim do curso é feito um encontro de imersão, em um sábado ou domingo, no formato de minirretiro, onde a prática é aprofundada através da revisão de todas as técnicas aprendidas e da experiência em silêncio.

Visite a agenda de cursos no nosso website e venha fazer parte do próximo grupo!

Assista o vídeo Curso de Meditação Mindfulness: Sorria, você está sendo – no Youtube

Mindfulness significado e tradução – Meditação mindfulness ou atenção plena, como é comumente traduzida, é uma abordagem de integração entre corpo e mente que, se praticada regularmente, pode ajudar a desenvolver tranquilidade, concentração, regulação emocional, e otimizar relacionamentos interpessoais, relacionamentos afetivos, profissionais, bem como qualquer outra experiência humana.

A base da prática é cultivar atenção e consciência em cada momento, reconhecendo pensamentos, sentimentos e sensações corporais com uma atitude de abertura e curiosidade.

A prática regular expande a capacidade inata de estarmos conscientes no momento presente, ajudando a lidar com experiências difíceis e criando espaço para decisões mais conscientes e compassivas.

Meditação mindfulness significado

Jon Kabat-Zinn, criador do modelo MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction), define mindfulness como uma prática de prestar atenção no momento presente, intencionalmente e sem julgamentos. É uma maneira de estar profundamente sintonizado consigo mesmo, com o meio ambiente e com aqueles que nos cercam, cultivando um estado mental focado e consciente.

Para tanto, os programas de mindfulness (como o MBSR) ensinam técnicas de meditação, a principal delas usando a própria respiração como a base para o treino da atenção.

Como praticar meditação mindfulness?

A prática formal de mindfulness consiste em intencionalmente parar, sair do piloto automático, e reservar um tempo para estar ciente da sua experiência no momento presente, sem julgamentos ou autocrítica.

Geralmente, os praticantes se sentam em uma postura confortável e digna, prestando atenção à própria respiração; ao notar que a mente se distraiu ou divagou, eles gentilmente retornam a atenção para o corpo respirando.

Treinando a atenção dessa forma, pouco a pouco nos tornamos mais conscientes do que estamos sentindo e experimentando momento a momento, sem ter de comentar ou analisar as experiências.

Assim, treina-se uma atitude de gentileza consigo mesmo, sem se reprimir por ter tido pensamentos ou dificuldade de concentração.

Reconhecemos que nossa mente está habituada a se distrair, que isso é completamente normal, e aqui escolhemos outra forma de usar a mente.

Quem pode praticar?

Qualquer pessoa pode praticar a atenção plena, independentemente de idade, habilidade física, religião ou crenças. Não é necessário ter nenhuma aptidão específica ou conhecimento prévio de meditação.

Todas as pessoas já possuem a capacidade de estar no momento presente; trata-se de aprender a cultivá-la, com práticas simples, que podem melhorar a qualidade de vida como um todo e ajudar no processo de desenvolvimento pessoal.